Infância querida
Estou tão contente com meu blog, com a participação de tantos amigos - e até anônimos - que deram uma espiadinha no nosso esPAPO... Muito obrigada a todos!
Essa empolgação foi super espontânea. Pra falar a verdade, tem muito tempo que não sentia tanto entusiasmo com uma coisa. E, o mais engraçado (para não dizer, absurdo), tinha muito tempo que não fazia algo pelo simples fato de me dar prazer. Incrível, não é mesmo?!
Mas o fato é que, associando minha natureza feminina e sendo comunicadora (imagina como devo gostar de falar!). Enfim, contei para todos os conhecidos, plantas e animais sobre a iniciativa e vibrei a cada recadinho deixado. Na verdade, acho que até pensei em ir ao ponto de ônibus mais próximo para puxar conversa com qualquer pessoa e, ao final, falar: "pois é, vamos manter contato. Visita o meu blog!". A animação foi tanta que, comentando com meu pai e com os olhos brilhando, ele disse: "Querida, você está feliz como uma criança!"
Pensei por alguns instantes sobre o que ele quis dizer, pois havia ternura em sua fala. Cheguei a conclusão de que eu estava sendo espontânea e feliz com simplicidade. Mas não fechei a questão (e conto com a sua ajuda para compreender melhor): "Por que algumas pessoas são autênticas somente na infância?"
E, antes que eu crie polêmicas de semântica (rsrsrs), utilizei a palavra autêntica como sinônimo de leal aos seus sentimentos.
Muitas respostas vão surgir (estou esperando, de verdade, viu?!). Considero que a resposta está relacionada a correria do dia-a-dia, atrelada aos muitos papéis que desempenhamos (esposa/marido, filho, estudante, profissional, etc). São tantas imagens e pouco tempo que, alguns perdem um pouco da intimidade com o “eu”.
Mas não pretendo entrar em questões existenciais - a menos que esta seja a sua vontade. O que queria dizer é que, na minha opinião, são poucas as coisas mais belas da vida do que o sorriso de uma criança ao ouvir um simples "Como vai, como vai, como vai?" do saudoso Palhaço Arrelia que se emocionava com a pureza de pequeninos, altinhos e grandões.
E viva a criança que ainda somos!